Hoje a nivel profissional não está a começar um bom dia. Nada que os últimos tempos não me tenham habituado.
Mas os meus filhos dão-me esperança. É neles que deposito as minhas esperanças e a minha alegria.
Parabéns filho.
O Cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá.
segunda-feira, maio 02, 2011
quinta-feira, abril 28, 2011
Opinião Politica
Normalmente evito manifestar opiniões politicas, porque me acredito que apesar da politica ser absolutamente necessária para a gestão do país, há formas muito mais proveitosas e recompensadoras interiormente de eu aplicar o meu tempo e esforço em prol da sociedade. Mas li uma noticia do nosso primeiro ministro em gestão a acusar o PSD de irresponsabilidade, e não pude deixar de manifestar a minha opinião, tal a revolta que senti.
O PSD foi irresponsável? E como foi a gestão do nosso país nos últimos anos? Um acto de responsabilidade?! Deveria ter sido! Mas foi, essa sim, a maior irresponsabilidade de todos os governos que temos tido após o 25 de Abril. A verdade mascara-se pondo as culpas nos outros. O Governo do PS não soube gerir o nosso país, pagando favores a quem patrocinou as campanhas, investindo nas obras que não nos faziam falta, mas que por motivos de dividas de favores às grandes empresas, foram adjudicadas, e das quais ainda vamos ter que pagar indemnizações. E estes foram os actos de responsabilidade do PS.
O PEC IV traria alguma credibilidade a Portugal no estrangeiro por mais algumas semanas, mas a bomba tinha que arrebentar, e o chumbo do PEC era inevitável, senão os Portugueses continuariam a sofrer e ninguém fazia nada. Ao menos agora com o FMI temos um bom conselho fiscal, vamos ter medidas duras, mas sabemos que os resultados têm que ser garantidos.
Cabe agora aos Portugueses escolher entre quem já deu provas de apenas saber gastar mais do que o que temos, ou dar a oportunidade a alguém diferente de fazer uma gestão diferente. Talvez o Sr. Passo Coelhos não tenha o carisma do Eng. Sócrates, mas é uma mudança que se não for feita nos continuará a penalizar a todos. Mais do mesmo não! Quando o mesmo é mau!
Não apelo ao voto no PSD, provavelmente até votarei CDS, mas sei que será um conjunto de valores diferentes que fará a dura gestão do nosso país nos próximos anos. Alguém que terá um conselho fiscal forte a controlar as contas públicas, e que terá como prioridade o crescimento de Portugal, das nossas pequenas e médias empresas e com isso o gerar de emprego e o bem estar das famílias Portuguesas.
É a minha opinião. Não podia continuar calado.
O PSD foi irresponsável? E como foi a gestão do nosso país nos últimos anos? Um acto de responsabilidade?! Deveria ter sido! Mas foi, essa sim, a maior irresponsabilidade de todos os governos que temos tido após o 25 de Abril. A verdade mascara-se pondo as culpas nos outros. O Governo do PS não soube gerir o nosso país, pagando favores a quem patrocinou as campanhas, investindo nas obras que não nos faziam falta, mas que por motivos de dividas de favores às grandes empresas, foram adjudicadas, e das quais ainda vamos ter que pagar indemnizações. E estes foram os actos de responsabilidade do PS.
O PEC IV traria alguma credibilidade a Portugal no estrangeiro por mais algumas semanas, mas a bomba tinha que arrebentar, e o chumbo do PEC era inevitável, senão os Portugueses continuariam a sofrer e ninguém fazia nada. Ao menos agora com o FMI temos um bom conselho fiscal, vamos ter medidas duras, mas sabemos que os resultados têm que ser garantidos.
Cabe agora aos Portugueses escolher entre quem já deu provas de apenas saber gastar mais do que o que temos, ou dar a oportunidade a alguém diferente de fazer uma gestão diferente. Talvez o Sr. Passo Coelhos não tenha o carisma do Eng. Sócrates, mas é uma mudança que se não for feita nos continuará a penalizar a todos. Mais do mesmo não! Quando o mesmo é mau!
Não apelo ao voto no PSD, provavelmente até votarei CDS, mas sei que será um conjunto de valores diferentes que fará a dura gestão do nosso país nos próximos anos. Alguém que terá um conselho fiscal forte a controlar as contas públicas, e que terá como prioridade o crescimento de Portugal, das nossas pequenas e médias empresas e com isso o gerar de emprego e o bem estar das famílias Portuguesas.
É a minha opinião. Não podia continuar calado.
terça-feira, abril 12, 2011
Os números regulam a minha vida
1 Sou filho único
2 Filhos maravilhosos
3 empresas que já fundei
4 pessoas na minha família
5 são os meus sobrinhos
6 Idade com que entrei na escola
7º ano de escola. Altura em que saí do meu ninho em Carregosa e comecei a despertar para o mundo.
8 terceira potencia de 2, como decorei as potencias de 2 até à 21º elevação.
9 peças de teatro em que já actuei
10 anos de casado que completo
11 primos que tenho
12 signos do Zodíaco, símbolo do meu maior adversário, a superstição
13 Número primo que para mim representa o fascínio pela história e pela matemática. Como um número único se pode tornar através da história em tantas coisas.
14 Idade com que comprei o meu primeiro computador
15 dia do meu aniversário
16 Edições do Ciclo Paper
17 Estava com metade da idade que tenho, apaixonado pela Christina e baile de finalistas com ela.
18 Idade com que tirei carta e terminei o secundário. Terminou uma fase da minha vida.
19 Idade com que comecei a trabalhar
20 Dia de nascimento de Carl Sagan, que influenciou a minha vida e as minhas paixões
21 Idade com que participei na fundação da associação "Os Amigos da Terra"
22 Numero da loucura. De génio e de louco todos temos um pouco.
23 Meses que o Eduardo tem actualmente
24 1/4 da minha vida vivida?
25 Idade com que me casei
2 Filhos maravilhosos
3 empresas que já fundei
4 pessoas na minha família
5 são os meus sobrinhos
6 Idade com que entrei na escola
7º ano de escola. Altura em que saí do meu ninho em Carregosa e comecei a despertar para o mundo.
8 terceira potencia de 2, como decorei as potencias de 2 até à 21º elevação.
9 peças de teatro em que já actuei
10 anos de casado que completo
11 primos que tenho
12 signos do Zodíaco, símbolo do meu maior adversário, a superstição
13 Número primo que para mim representa o fascínio pela história e pela matemática. Como um número único se pode tornar através da história em tantas coisas.
14 Idade com que comprei o meu primeiro computador
15 dia do meu aniversário
16 Edições do Ciclo Paper
17 Estava com metade da idade que tenho, apaixonado pela Christina e baile de finalistas com ela.
18 Idade com que tirei carta e terminei o secundário. Terminou uma fase da minha vida.
19 Idade com que comecei a trabalhar
20 Dia de nascimento de Carl Sagan, que influenciou a minha vida e as minhas paixões
21 Idade com que participei na fundação da associação "Os Amigos da Terra"
22 Numero da loucura. De génio e de louco todos temos um pouco.
23 Meses que o Eduardo tem actualmente
24 1/4 da minha vida vivida?
25 Idade com que me casei
quarta-feira, março 30, 2011
24 Horas
Einstein é um dos meus heróis. Ele dizia que o tempo é relativo. No estudo da física eu sei que isso é verdade, a percepção do tempo é relativa à velocidade a que viajamos. Curiosamente no complexo social e psicológico humano o tempo também é relativo. Mas aqui a relatividade não é a com velocidade a que viajamos, mas sim com o stress e as frustrações que acumulamos. O tempo torna-se relativo com a quantidade de lixo emotivo acumulado que nos deixa com a sensação que não somos capazes de fazer mais nada. Que o tempo não chega.
Eu sinto que as 24 horas do meu dia, que não se têm alterado (desconsidero uns milésimos devido a alguns terramotos) não me chegam para fazer tanta coisa como conseguia fazer quando emotivamente estava melhor. Isto quase daria para uma tese de doutoramento: Relatividade geral do tempo para com a angustia. É caricato mas é real. Para conseguirmos fazermos mais coisas, para conseguirmos ter tempo para nós e para os outros, para sermos realmente produtivos e produzirmos produtos de qualidade, precisamos de tempo que magicamente só aparece quando estamos de bem connosco.
Cada semana continua a ter 168 horas disponíveis, passamos cerca de 56 dessas horas a dormir, sobram-nos dois terços num total de 112 horas. Destas, 12 horas usamos-las nas refeições, restam-nos uma centena de horas por semana. Aí temos que encaixar o nosso trabalho, o nosso lazer, a nossa família, os nossos amigos, a nossa criatividade, o nosso tempo de nada fazer, as nossas obrigações e as coisas que fazemos por prazer. Este número de horas não varia, mas no entanto quando estamos bem elas crescem, quando estamos mal encolhem. Raio da relatividade.
sábado, janeiro 29, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Quebrado
Estou quebrado. Corpo e espirito. Sinto-me violado. Habitualmente a minha forma dócil de ser me leva a que tirem vantagem de mim. Como aprendi a ser forte, ergo-me e caminho em frente. Amanhã caminharei novamente, Mas hoje estou quebrado.
Estou incapaz. Apetecia-me beber e esquecer. Mas os meus filhos não merecem isso. Como reagir? Como fazer justiça, se sei que não é possível.
Praguejar, praguejo por dentro, quem me conhece sabe que não é a minha forma de desabafar. Quando me são injustos, ao invés de explodir, implodo. E fica cá tudo dentro. Um dia acabo por chorar. É raro, mas acontece. Poderá estar para breve.
Estou incapaz. Apetecia-me beber e esquecer. Mas os meus filhos não merecem isso. Como reagir? Como fazer justiça, se sei que não é possível.
Praguejar, praguejo por dentro, quem me conhece sabe que não é a minha forma de desabafar. Quando me são injustos, ao invés de explodir, implodo. E fica cá tudo dentro. Um dia acabo por chorar. É raro, mas acontece. Poderá estar para breve.
sábado, janeiro 15, 2011
Days go by
Há dias bons e dias maus. Com as emoções do dia a desenrolarem-se nem sempre temos tempo para nos apercebermos de como o dia está a correr. Mas se depois no dia a seguir pararmos para olhar para trás, fazer uma retrospectiva do que aconteceu, coisa que tento sempre fazer à noite ou no dia a seguir, concluimos sobre a natureza do dia. Ontem foi um dia estranho. Não o posso classificar. E essa natureza diferente é que me fez divagar sobre estas coisas.
Quando um dia é realmente bom faz-nos bem por dentro. Quando nem por isso,ensina-nos e ajuda-nos a ser melhores pessoas. Aconteceram-me coisas boas ontem, e coisas que nem sempre acontecem, extraordinárias portanto. Não tenho sido muito feliz nos últimos tempos, por isso também não quero considerar um dia deste período, bom. Mas não posso deixar de aceitar que mesmo em tempos dificeis coisas boas acontecem, e algumas estranhas.
Os dias são assim, diversos. E normalmente só sabemos valoriza-los como bons quando eles pioram. Por deveria-se considerar que todos são bons, e alguns estranhos.
Quando um dia é realmente bom faz-nos bem por dentro. Quando nem por isso,ensina-nos e ajuda-nos a ser melhores pessoas. Aconteceram-me coisas boas ontem, e coisas que nem sempre acontecem, extraordinárias portanto. Não tenho sido muito feliz nos últimos tempos, por isso também não quero considerar um dia deste período, bom. Mas não posso deixar de aceitar que mesmo em tempos dificeis coisas boas acontecem, e algumas estranhas.
Os dias são assim, diversos. E normalmente só sabemos valoriza-los como bons quando eles pioram. Por deveria-se considerar que todos são bons, e alguns estranhos.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
5 Anos
Já tenho uma rapariguinha. Interessada, atenta, mimada, que me dá a alegria que eu invisto nela.
Numa festinha modesta este ano, apenas com as pessoas da familia, comemoramos a alegria de ser pais desde há 5 anos.
Beijinhos, Filha. Parabéns dos que mais te amam, os teus pais e o teu mano.
Cartita...
Olá Daniela,
a ti que não te conheço há 20 anos, não como gostaria de te conhecer, conversando, partilhando momentos, criando lembranças, és alguém que já me teria dado 20 anos memoráveis, mas em pouco tempo já vi que és alguém de quem quero estar próximo nos próximos 20 e seguintes.
A vida é feita de encontros, são imensos numa vida, mas no final desejaríamos que tivessem sido ainda mais. Termo-nos encontrado é uma dádiva, não de Deus, não do destino, mas do acaso. Esse acaso que governa a nossa vida, mas somos nós que ainda podemos impor alguma da nossa vontade a esse caos filtrando as coisas boas que nos acontecem para que se repitam, das coisas más que nunca deviam ter acontecido.
Devemos aproveitar a vida, desenhando o nosso futuro só com as coisas melhores. E ter-te conhecido é uma coisa excelente. Tu fazes parte do meu 'Carpe Diem'.
Viver a vida sem arrependimentos, convicto de que o que é bom deve ser aproveitado e o que é mau serve de lição, aumenta a experiencia e reforça o carácter. È assim que eu quero viver e é isto que eu quero partilhar contigo. Se tu me acompanhares nesta caminhada, nesta aprendizagem, será um gosto aprender contigo, lado a lado, tratando-te por amiga.
A ti que mereces estas palavras e muito mais,
Um bom ano de 2011,
beijos,
Nandinho
P.S.: Esta carta é pessoal e para ti, mas não resisto a publicar as minhas palavras no meu blog, pois sinto que de alguma forma poderão dar alento a outras pessoas, entendendo que a felicidade assim como a amizade são algo que se também se constrói.
a ti que não te conheço há 20 anos, não como gostaria de te conhecer, conversando, partilhando momentos, criando lembranças, és alguém que já me teria dado 20 anos memoráveis, mas em pouco tempo já vi que és alguém de quem quero estar próximo nos próximos 20 e seguintes.
A vida é feita de encontros, são imensos numa vida, mas no final desejaríamos que tivessem sido ainda mais. Termo-nos encontrado é uma dádiva, não de Deus, não do destino, mas do acaso. Esse acaso que governa a nossa vida, mas somos nós que ainda podemos impor alguma da nossa vontade a esse caos filtrando as coisas boas que nos acontecem para que se repitam, das coisas más que nunca deviam ter acontecido.
Devemos aproveitar a vida, desenhando o nosso futuro só com as coisas melhores. E ter-te conhecido é uma coisa excelente. Tu fazes parte do meu 'Carpe Diem'.
Viver a vida sem arrependimentos, convicto de que o que é bom deve ser aproveitado e o que é mau serve de lição, aumenta a experiencia e reforça o carácter. È assim que eu quero viver e é isto que eu quero partilhar contigo. Se tu me acompanhares nesta caminhada, nesta aprendizagem, será um gosto aprender contigo, lado a lado, tratando-te por amiga.
A ti que mereces estas palavras e muito mais,
Um bom ano de 2011,
beijos,
Nandinho
P.S.: Esta carta é pessoal e para ti, mas não resisto a publicar as minhas palavras no meu blog, pois sinto que de alguma forma poderão dar alento a outras pessoas, entendendo que a felicidade assim como a amizade são algo que se também se constrói.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Carta a uma amiga
Olá Daniela,
apesar da dureza que a vida nos apresenta, olho sempre para os ensinamentos da experiência ou transmitidos pelos mais velhos, e compreendo que ainda somos os felizes. Sei que há muitas coisas na nossa vida que poderiam ser muito melhores, e sei que o merecíamos, mas também sou pragmático e sei que elas são como são. Temos que estar felizes por ter uma família, por eles estarem bem, por ainda termos emprego, pela nossa saúde, por termos acesso a coisas que grande parte da população no mundo e mesmo no nosso país não tem.
Longe vão os tempos do idealismo, não vamos mudar o mundo, nós é que fomos mudados por ele. Mas podemos agarrar-nos estoicamente às nossas convicções, certos de que elas são certas, e ensinar isso aos nossos filhos, porque é o melhor presente que temos para eles, dar-lhes conhecimento, educação e regras que lhes permitam ser 'Homens'.
Tu ajudaste-me a crescer como pessoa, e com isso ganhaste um lugar no meu coração, que nos manterá para sempre unidos. É um elo raro neste mundo e muito valioso. Apesar de que espero que não tenhamos ainda vivido metade da nossa vida, na outra metade não criaremos novos elos como aqueles que criamos no passado entre nós. Obrigado amiga.
Com estas palavras te desejo um bom natal,
Que a tua família te rodeie num ninho de amor e que nesta noite possamos ser verdadeiramente felizes.
beijos,
do teu geniozinho,
Fernando
P.S. Esta carta é pessoal e para ti, mas não resisto a publicar as minhas palavras no meu blog, pois sinto que de alguma forma poderão dar alento a outras pessoas, entendendo que a felicidade é algo que deve estar no nosso lar, e os laços da amizade estão no nosso coração.
apesar da dureza que a vida nos apresenta, olho sempre para os ensinamentos da experiência ou transmitidos pelos mais velhos, e compreendo que ainda somos os felizes. Sei que há muitas coisas na nossa vida que poderiam ser muito melhores, e sei que o merecíamos, mas também sou pragmático e sei que elas são como são. Temos que estar felizes por ter uma família, por eles estarem bem, por ainda termos emprego, pela nossa saúde, por termos acesso a coisas que grande parte da população no mundo e mesmo no nosso país não tem.
Longe vão os tempos do idealismo, não vamos mudar o mundo, nós é que fomos mudados por ele. Mas podemos agarrar-nos estoicamente às nossas convicções, certos de que elas são certas, e ensinar isso aos nossos filhos, porque é o melhor presente que temos para eles, dar-lhes conhecimento, educação e regras que lhes permitam ser 'Homens'.
Tu ajudaste-me a crescer como pessoa, e com isso ganhaste um lugar no meu coração, que nos manterá para sempre unidos. É um elo raro neste mundo e muito valioso. Apesar de que espero que não tenhamos ainda vivido metade da nossa vida, na outra metade não criaremos novos elos como aqueles que criamos no passado entre nós. Obrigado amiga.
Com estas palavras te desejo um bom natal,
Que a tua família te rodeie num ninho de amor e que nesta noite possamos ser verdadeiramente felizes.
beijos,
do teu geniozinho,
Fernando
P.S. Esta carta é pessoal e para ti, mas não resisto a publicar as minhas palavras no meu blog, pois sinto que de alguma forma poderão dar alento a outras pessoas, entendendo que a felicidade é algo que deve estar no nosso lar, e os laços da amizade estão no nosso coração.
sábado, dezembro 18, 2010
Equilibrio
A ciência ensina-nos que as teorias evoluem. Exemplo: A Terra era plana. Evoluiu para a Terra ser esférica. Continuou a evoluir para a Terra é elipsoidal. Agora dizemos que tem uma forma Geoide. A teoria vai-se aproximando da realidade, sem nunca estar totalmente errada, sem nunca estar completamente certa.
Isto conjugado com a época do ano que passamos, muito inspirada pela religião, fez-me pensar na evolução da religião, e fiz-lo como um todo, pensado que o Budismo de alguma forma deu origem ao Cristianismo e este deveria evoluir também para algo ainda melhor. Não quero dizer que o Cristianismo seja melhor que o Budismo, até simpatizo mais com o Budismo, mas o Budismo começou antes do Cristianismo e tenho a certeza que algumas ideias transitaram de uma religião para a outra.
Aqui haverá quem me leia e pense que estou a misturar tudo e que há coisas que se deviam separar. A Ciência e a Religião são sabores diferentes. Mas os melhores e mais exóticos pratos usam sabores contrastantes! E porque não podemos melhorar uma coisa usando a outra?! A Ciência ensina-nos a não ser dogmáticos, a Religião ensina-nos a ser melhores pessoas. Vamos misturar isso e ver se ainda conseguimos uma religião melhor com pessoas melhores.
No meu ver a religião quebrou a barreira do ódio e das guerras lançando uma mensagem de compaixão. Mais tarde Cristo veio e ensinou-nos a amar e a servir. Sem dúvida que são preceitos que beneficiaram a sociedade, amando o próximo, sentindo compaixão por ele, ajudando-o... Mas como todas as teorias pode ser melhorada.
Como? A minha resposta é: Encontrar o ponto de equilíbrio. No passado muitas vezes o exagero, a fé religiosa desmesurada, o dogmatismo levou a guerras em nome do Deus. De um lado um Deus, do outro lado outro Deus. Na realidade isso ainda acontece hoje.
O que acontece é que as pessoas entendem a mensagem, percebem como ela é boa, e querem provar isso à força aos outros, esquecendo-se completamente do que ela ensina. Não pode ser assim. Tem que ser feito com equilíbrio. Outro exemplo mais abstracto: Bolo sabe bem é bom de comer. Então muito bolo deve saber melhor! Errado! Para além do ponto de equilibrio, o bolo faz mal. Engorda, faz dor de barriga, estraga os dentes. Tudo melhora enquanto se aproxima do ponto de equilibrio, e a partir daí começa a tornar-se pior.
Esta regra aplica-se a tudo: Devemos amar e servir, até um determinado ponto que é o de equilibrio, a partir daí deixamos de ter vida própria e começamos a deteriorar a nossa para melhorar a dos outros. Devemos ter compaixão, mas se a tivermos demais vamos habituar os outros a serem protegidos demais e a não enfrentarem o mundo por si. Tudo o que é bom pode-se tornar mau, para além do equilibrio.
O ponto de equilibrio de cada coisa é que será diferente. Também a ciência de alguma forma com os seus métodos de estudo e de optimização poderá ser uma ferramenta para nos ajudar a medir até onde é bom o quê.
Cristo, Buda, Ghandi, todos foram grandes homens com grandes mensagens. Mas a mensagem ainda pode ser melhorada para melhorar a humanidade.
Um bom natal a todos.
segunda-feira, outubro 11, 2010
14 anos de namoro
Fernando Pinheiro e Mafalda Teixeira, temos tido uma história feliz os dois. Fazemos a 12 de Outubro de 2010 catorze anos de namoro. Fomos neste último domingo visitar a nossa árvore. Todos os casais deviam ter algo assim. Eu sei que as árvores não têm culpa, mas é uma mera cicatriz, que lhe garante que se for necessário nós a protegeremos, porque ali está uma das marcas do nosso amor.
Eu e a a minha esposa, ao longo destes catorze anos temos tido marcas e locais que nos são queridos. Temos esta árvore, temos o nosso local de vista para o pôr do sol onde paramos sempre para nos beijarmos.
E mais importante temos dois filhos lindos que comprovam o nosso amor.
Beijos ao meu amor.
Eu e a a minha esposa, ao longo destes catorze anos temos tido marcas e locais que nos são queridos. Temos esta árvore, temos o nosso local de vista para o pôr do sol onde paramos sempre para nos beijarmos.
E mais importante temos dois filhos lindos que comprovam o nosso amor.
Beijos ao meu amor.
sábado, agosto 28, 2010
Civilização Perdida
Agora com as redes sociais conhecemos imensas pessoas, e rimo-nos com as fotos dos seus melhores momentos, como se eles fossem os nossos melhores amigos a partilharem o bom da vida deles com aqueles de quem mais gostam. È fantástico. Só que na maior parte das vezes são pessoas com quem nem nos cruzamos na rua, ora vivemos nós em Cascos de Rolha e eles em Currais de Moina... Cria uma falsa ilusão de conhecimento.
Numa destas minhas visitas a um amigo, ou melhor a uma amiga de uma amiga, estive a ler um texto da própria, que sendo amiga do meu amigo minha amiga é, certo?! Tenho que lhe dizer isso um dia em que nunca a encontrarei, que podiamos ter tido grandes paródias juntos, se ao menos nos tivessemos cruzado. Mas não interessa isso. O que interessa é que esta minha amiga, referia os seus gostos e prazeres, as suas virtudes, e quase nenhuns defeitos, como qualquer ser humano que se preze, e pelo meio, além dela gostar muito deste planeta, que não sei se seria um gosto ecológico ou astronómico, mas sendo minha amiga tenho a certeza que preza ambos, gostava de civilizações perdidas. Fiquei maravilhado com esta pessoa que podia ter sido a minha cara metade. Eu adoro o nosso planeta e civilizações perdidas. O triste disto é que me pus a pensar a sério, e cheguei à conclusão que civilização perdida é a nossa. Quer dizer, as outras também o foram, as que já se perderam, até me pergunto se alguma terá sido realmente civilizada, mas a nossa civilização é mais perdida. Isto é um contrasenso, por um lado chamo (...amos) civilização ao nosso modo de vida, por outro lado será que somos civilizados? E sabemos aonde estamos, mas no entanto será que não estamos perdidos? E as outras ditas civilizações perdidas, se nós não somos civilizados será que eles alguma vez o foram?
São perguntas ambiguas, ou então a resposta é que o é. Somos uma Civilização Perdida? -Não, nós somos a mais avançada civilização conhecida. -Sim, perderam-se os valores morais e desumanisou-se a sociedade. Em qual ficamos?
Não vale a pena falar das guerras, sempre existiram, a violência também, crueldade, comparados com os homens das cavernas até uma convenção de direitos humanos temos, só a falta respeitar totalmente, drogas, pobreza, injustiça, escravatura, fome... Tudo o que uma Civilização com letra grande deveria abolir.
Mas eu não sou um critico, apesar da ironia hoje usada, apenas senti que isto era uma sátira a nós próprios. E ri-me um pouco com a nossa miséria. Mas acredito-me em construir e não destruir. Acredito-me em encontrar soluções e não problemas. Acredito-me que devemos ser proactivos. Se todos fizermos um pouquinho, deixaremos de ficar com dúvidas e até algum sarcasmo quando pensarmos em Civilizações perdidas. Podemos acreditar-nos que isto é o melhor que temos e com estas ferramentas ajudaremos a humanidade inteira a ser melhor consigo, a encontrar-se a si própria e a deixar de estar perdida.
terça-feira, agosto 24, 2010
As borboletas morrem sozinhas
Passou por mim uma borboleta a esvoaçar, e por um instante o meu coração encheu-se de maravilhamento pela beleza, pela leveza e liberdade daquele insecto. Despreocupada a borboleta voava paralela ao verde da mata, sem destino aparente, de certeza sem saber o que a esperava, mas com certeza teria tudo o que precisava por ali. Podia fazer aquilo para que as borboletas são feitas, sendo feliz na sua simplicidade. Confesso que senti um bocadinho de inveja da liberdade e felicidade ali inerente.
Mas depois deste momento maravilhoso a minha mente racional pôs-se a ponderar sobre a vida do insecto. E pensei, onde morreria este bicho? Para ela não é preocupação isso, mas não deixa de ser realidade. Algures naquela mata, em que ela ainda se poderia alimentar na flor que escolhesse, estaria o seu fim. Voará, alimentará-se e quando o seu frágil corpo não puder mais, tombará e ficará por ali. Sem túmulo, sem ninguém saber que existiu, nem os da sua espécie, qual árabe tombado no deserto. E perdi o maravilhamento. Tudo tem um preço. A liberdade total significa independência total, despreendimento total, de tal forma que até ao fim estamos sozinhos.
O ser humano não é feito para estar sozinho. Precisa de alguém que o acompanhe, precisa de amigos, precisa de família, só com esses laços pode ser feliz. E no momento do tombar, precisamos de alguém que tome conta de nós, que nos vele e que nos chore. Claro que isso não justifica nada, mas para vivermos em paz com a nossa consciência precisamos de pensar em vida que na morte seremos lembrados.
Nós não somos borboletas, podemos admirá-las e invejá-las, mas temos que ter a vida que se adequa ao nosso ser. Temos que ter laços e responsabilidades e com isso estarmos presos a um local, a uma forma de vida, mas é a forma de vida que nos permite ser felizes. Voar até morrer e cair para o lado pode ter um lado poético, mas afasta-se da nossa fórmula da felicidade.
Viver feliz é viver acompanhado.
Mas depois deste momento maravilhoso a minha mente racional pôs-se a ponderar sobre a vida do insecto. E pensei, onde morreria este bicho? Para ela não é preocupação isso, mas não deixa de ser realidade. Algures naquela mata, em que ela ainda se poderia alimentar na flor que escolhesse, estaria o seu fim. Voará, alimentará-se e quando o seu frágil corpo não puder mais, tombará e ficará por ali. Sem túmulo, sem ninguém saber que existiu, nem os da sua espécie, qual árabe tombado no deserto. E perdi o maravilhamento. Tudo tem um preço. A liberdade total significa independência total, despreendimento total, de tal forma que até ao fim estamos sozinhos.
O ser humano não é feito para estar sozinho. Precisa de alguém que o acompanhe, precisa de amigos, precisa de família, só com esses laços pode ser feliz. E no momento do tombar, precisamos de alguém que tome conta de nós, que nos vele e que nos chore. Claro que isso não justifica nada, mas para vivermos em paz com a nossa consciência precisamos de pensar em vida que na morte seremos lembrados.
Nós não somos borboletas, podemos admirá-las e invejá-las, mas temos que ter a vida que se adequa ao nosso ser. Temos que ter laços e responsabilidades e com isso estarmos presos a um local, a uma forma de vida, mas é a forma de vida que nos permite ser felizes. Voar até morrer e cair para o lado pode ter um lado poético, mas afasta-se da nossa fórmula da felicidade.
Viver feliz é viver acompanhado.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Vamos deslizando pela vida
Ás vezes dá vontade de desesperar no dia a dia, mas depois uns momentos destes com a minha família e encontro forças para aguentar mais um pouco. A estabilidade na vida é uma coisa muito preciosa, mas tal como se a vida fosse uma construção, a estabilidade começa nos alicerces, nos seus pilares de base, e numa vida os pilares de base são a família. Enquanto tudo estiver bem connosco e com a nossa família, a pintura da casa pode-se degradar, as telhas podem-se partir, e as janelas fracturar, que tudo tem remédio. Só precisamos de ter alicerces bons para aguentar a tempestade, e um dia voltando o sol, podemos restaurar toda a fachada da casa.
Eu tenho uns alicerces fortes. Tenho é medo de desconhecer a força da tempestade que passamos. Já terá passado o centro do furacão?
quarta-feira, julho 14, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
Patuscada - parte 33 1/3
Em primeiro lugar obrigado aos que no final ficaram a ajudar a minha esposa a arrumar, visto eu estar incapacitado, literalmente a dormir com(o) um bebé, situação que aconteceu, após muitos cocktails, e alguns extremos (e shots)..., ao ir adormecer o meu filho de 1 ano, na qual fiquei a dormir ao lado dele como um bebé.
Não querendo correr o risco de ser narcisista, mas das fotografias que a Manuela tirou, e que o Nuno gentilmente me enviou, constato que o motivo mais fotogénico são as minhas expressões. Curiosamente cada uma após uma bebida diferente. Definitivamente o bloody mary não é para mim. Horrível.




Após este momento de degredo pessoal, tenho que dar atenção ao suporte da minha vida, que começa com a minha família maravilhosa, e extremamente compreensiva. A minha querida mulher, amante (acho que não se deviam de dizer estas coisa na net), mãe dos meus filhos e melhor amiga. E os meus rebentos, a quem apesar dos meus exemplos, espero conseguir ensinar a distinguir e a praticar o certo sobre o errado.


Depois disto, algumas fotos da alegria que existiu nesta noite, das quais não conseguirei colocar fotos de todos os meus amigos, de alguns porque não os vou sujeitar ao mesmo degredo que viram em cima nas minhas próprias fotos, outros como a Manuela, que andando atrás da camara se escondeu sempre das fotografias. Mas todos são importantes para mim, e esta reunião anual é a prova e a forma de garantir que a idade e as responsabilidades não nos servem de desculpa para envelhecermos sozinhos. Um bem haja para todos amigos, e como costumamos fazer no final do video do ciclo paper, "Patuscada de 2011 - parte 44 1/4 - próximo solstício de verão". Trimm triiim.







Não querendo correr o risco de ser narcisista, mas das fotografias que a Manuela tirou, e que o Nuno gentilmente me enviou, constato que o motivo mais fotogénico são as minhas expressões. Curiosamente cada uma após uma bebida diferente. Definitivamente o bloody mary não é para mim. Horrível.
Após este momento de degredo pessoal, tenho que dar atenção ao suporte da minha vida, que começa com a minha família maravilhosa, e extremamente compreensiva. A minha querida mulher, amante (acho que não se deviam de dizer estas coisa na net), mãe dos meus filhos e melhor amiga. E os meus rebentos, a quem apesar dos meus exemplos, espero conseguir ensinar a distinguir e a praticar o certo sobre o errado.
terça-feira, maio 04, 2010
E o Eduardo também já tem 1 aninho
A minha família vai crescendo e amadurecendo. Apesar das dificuldades financeiras vamos continuando a ter o essencial, e mais importante estamos unidos e amamo-nos.
O meu filho completou 1 ano no dia 28 de Abril, e fizemos-lhe uma festinha no domingo seguinte.
Se a minha inspiração por palavras não tem sido a melhor, ficam aqui imagens que ilustram esse dia.
Parabéns filhos. Gostamos muito de ti.




O meu filho completou 1 ano no dia 28 de Abril, e fizemos-lhe uma festinha no domingo seguinte.
Se a minha inspiração por palavras não tem sido a melhor, ficam aqui imagens que ilustram esse dia.
Parabéns filhos. Gostamos muito de ti.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Mais uma volta ao sol
Estamos quase a completar mais um ano marcado pelo calendário cristão. É o meu calendário mesmo não o sendo. Diz este calendário que Cristo nasceu por esta altura que passamos agora. A verdade é que sabemos e a própria igreja o afirma (os não conservadores) que Cristo terá nascido em outra altura, segundo passagens da Bíblia, numa altura em que a erva já era verde e tenra, o que seria lá para Março. Acontece que nesta altura do ano a Terra está numa posição especial, num ponto máximo da sua volta ao sol, atingimos o Solsticio de Inverno, ponto que é conhecido desde a antiguidade por variadas civilizações que se apercebendo da importância deste dia e das transformações que o acompanhavam, o celebravam como se os deuses estivessem a falar com a humanidade, como se os deuses dissessem "Transformamos novamente a Terra, fizemo-la renascer para mais um ciclo" e quem mais do que os deuses podiam mudar a natureza e fazer com que as estações se alterassem?! Quando a igreja católica veio, na altura apenas uma seita, tomou as rédeas e se as pessoas queriam festejar nessa altura, deram-lhes um tema diferente, deixou de ser as festas do solstício, passou a ser o nascimento de Cristo. Se não os podes vencer junta-te a eles.
Acabei de ler mais um livro, este ano foi um bom ano de leitura, agora o último best-seller do Dan Brown "O Símbolo perdido". Numa análise pessoal detecto um tentar reconciliar do autor, não com a igreja mas, com a religião e os religiosos. A história pega no já conhecido Robert Langdon, que não é mais do que um alter-ego do próprio Dan Brown, não fosse o editor do Robert Langdon de nome Jonas Faukman um anagrama de Jason Kaufman o editor do Dan Brown, e aproxima a cada momento o leitor de uma ideia de um Deus real, presente em cada um de nós, com uma alma que está para além da matéria ainda assim mensurável e com massa influenciável.
Claro que continuo a preferir um universo sem mancha de Deus ou de sobrenatural, em que tudo o que existe foi criado do vazio e da pureza, sem influencia ou capricho, em que o Universo se apresenta a nós como uma flor natural sem mácula, e não uma flor criada em jardim, bela mas ainda assim condicionada. A minha fé é que um dia o conhecimento seja tão vasto que não necessitemos de um Deus para nos consolar, em que nos maravilhemos por tudo isto existir apenas porque o universo se permite a si próprio, em que o universo é em si um organismo vivo, e em que nós somos os pequenos constituintes que são também os seus neurónios, glóbulos defensores e músculo. A minha paixão é que a humanidade entenda isso e viva em paz.
Para todos os que partilham este solstício comigo e completam esta volta ao sol neste ponto azul que contém toda a história do homem, festas felizes, amor, diálogo e compreensão.
Acabei de ler mais um livro, este ano foi um bom ano de leitura, agora o último best-seller do Dan Brown "O Símbolo perdido". Numa análise pessoal detecto um tentar reconciliar do autor, não com a igreja mas, com a religião e os religiosos. A história pega no já conhecido Robert Langdon, que não é mais do que um alter-ego do próprio Dan Brown, não fosse o editor do Robert Langdon de nome Jonas Faukman um anagrama de Jason Kaufman o editor do Dan Brown, e aproxima a cada momento o leitor de uma ideia de um Deus real, presente em cada um de nós, com uma alma que está para além da matéria ainda assim mensurável e com massa influenciável.
Claro que continuo a preferir um universo sem mancha de Deus ou de sobrenatural, em que tudo o que existe foi criado do vazio e da pureza, sem influencia ou capricho, em que o Universo se apresenta a nós como uma flor natural sem mácula, e não uma flor criada em jardim, bela mas ainda assim condicionada. A minha fé é que um dia o conhecimento seja tão vasto que não necessitemos de um Deus para nos consolar, em que nos maravilhemos por tudo isto existir apenas porque o universo se permite a si próprio, em que o universo é em si um organismo vivo, e em que nós somos os pequenos constituintes que são também os seus neurónios, glóbulos defensores e músculo. A minha paixão é que a humanidade entenda isso e viva em paz.
Para todos os que partilham este solstício comigo e completam esta volta ao sol neste ponto azul que contém toda a história do homem, festas felizes, amor, diálogo e compreensão.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Mais um aniversário na memória
Ao Sr. Carl Sagan, que inspirou a minha vida e a de milhões de pessoas pelo mundo inteiro, no dia em que ele faria 75 anos se estivesse vivo.
Um tributo meu nestas palavras, e um video em homenagem com música de Sigur Rós.
Um tributo meu nestas palavras, e um video em homenagem com música de Sigur Rós.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Recordar é viver
Foi no verão de 2005, quando ainda conseguia acumular uns trocos no banco, que eu a Mafalda e a Beatriz (dentro da barriga da Mafalda) nos aventuramos de carro a caminho de Roma. Ficam aqui fotos para recordar, sem ordem particular, da viagem na ida e volta.
Na Praça de São Pedro, com uma das gravuras em baixo relevo de Bernini.
Na volta de Itália, a poucos quilómetros de Madrid o Vale dos Caídos, onde Franco fez o seu mausoleu. A diferença entre ditadores é esta, não querendo gabar o nosso Salazar, temos que reconhecer que o nosso ditador não era um megalómano, pois para si apenas repousa num tumulo dum cemitério público na terra que o viu nascer, enquanto em Espanha o correspondente lider fascista construiu esta obra monstruosa para albergar os seus restos.quarta-feira, setembro 16, 2009
Os bebés são apaixonados pelas suas mamãs
Apesar de já ter dois filhos, ainda estou na fase do maravilhamento com a paternidade. E maravilho-me quando vejo a paixão do meu filho bebé pela mãe. Quando está frente à mãe vejo nos olhos dele um amor e felicidade verdadeira por estar em frente a ela e por ser correspondido. É algo lindo e que nos preenche por dentro.
Sem mais análises froidianas fica a foto do Eduardo com 4 meses.
Sem mais análises froidianas fica a foto do Eduardo com 4 meses.

sexta-feira, setembro 11, 2009
Fraternidade
Noutro dia estava arrasado e caído no sofá de cansaço enquanto aos meus pés na sala a minha filha brincava com o irmão bebé dela. Ela com menos de 4 anos ainda não entende que o irmão não pode corresponder às brincadeiras dela conforme ela queria. No entanto não deixa de o abraçar, dar-lhe coisas e bonecos para ele brincar, e baloiçar-lhe a cadeira de transporte dele em que ele permanece grande parte do tempo.
Tive uma visão quase cinematográfica nesse momento de uma cena triste, poucos anos à frente, em que uma menina quem sabe de 8 anos conduz pela mão um menino mais novo de 5 anos, irmão dela, curioso, temeroso, inocente e de mão dada com a irmã mais velha a quem pertenceria o mundo dele. Imaginei-os sozinhos, em que um se apoiava ao outro, e se defendiam em conjunto, se aqueciam um ao outro. Foi uma visão comovente de dois meninos a quem algo lhes tinha sido roubado, mas que encontravam forças para continuar um no outro. Não é nenhum presságio, provavelmente é apenas alguma cena de algum filme que já vi retida na minha memória sem lhe conseguir atribuir um nome e autor. Mas isso fez-me compreender que a minha filha e o meu filho partilham algo de especial, algo que existe entre eles e mais ninguém, fraternidade, um elo que os unirá para toda a vida.
E foi essa uma das intenções com que eu e a minha esposa decidimos ter vários filhos e ainda desejamos mais. Porque sabemos que se a vida seguir um curso normal, um dia ela e eu estaremos a repousar em conjunto para a eternidade, e aos meus filhos restará a sua familia, algo em que os irmãos são importantissimos. O meu amor e da minha esposa vive neles, e um dia quando nos formos esse amor continuará dentro deles, e eles poderão encontrar o carinho dos pais entre eles.
Eu e a Mafalda não temos laços de parentesco próximos (digo de sangue e não dos que a lei nos deu ao casarmo-nos), somos duas pessoas com feitios compativeis e que ainda se compatibilizaram mais através da nossa relação, do dia a dia de um casal que se ama e convive. Mas os nossos filhos tornaram-nos uma verdadeira familia com verdadeiros laços de sangue. E é nesse amor que construímos o nosso lar, é essa a mensagem que lhes queremos dar, de amor, educação, fraternidade.
Tive uma visão quase cinematográfica nesse momento de uma cena triste, poucos anos à frente, em que uma menina quem sabe de 8 anos conduz pela mão um menino mais novo de 5 anos, irmão dela, curioso, temeroso, inocente e de mão dada com a irmã mais velha a quem pertenceria o mundo dele. Imaginei-os sozinhos, em que um se apoiava ao outro, e se defendiam em conjunto, se aqueciam um ao outro. Foi uma visão comovente de dois meninos a quem algo lhes tinha sido roubado, mas que encontravam forças para continuar um no outro. Não é nenhum presságio, provavelmente é apenas alguma cena de algum filme que já vi retida na minha memória sem lhe conseguir atribuir um nome e autor. Mas isso fez-me compreender que a minha filha e o meu filho partilham algo de especial, algo que existe entre eles e mais ninguém, fraternidade, um elo que os unirá para toda a vida.
E foi essa uma das intenções com que eu e a minha esposa decidimos ter vários filhos e ainda desejamos mais. Porque sabemos que se a vida seguir um curso normal, um dia ela e eu estaremos a repousar em conjunto para a eternidade, e aos meus filhos restará a sua familia, algo em que os irmãos são importantissimos. O meu amor e da minha esposa vive neles, e um dia quando nos formos esse amor continuará dentro deles, e eles poderão encontrar o carinho dos pais entre eles.
Eu e a Mafalda não temos laços de parentesco próximos (digo de sangue e não dos que a lei nos deu ao casarmo-nos), somos duas pessoas com feitios compativeis e que ainda se compatibilizaram mais através da nossa relação, do dia a dia de um casal que se ama e convive. Mas os nossos filhos tornaram-nos uma verdadeira familia com verdadeiros laços de sangue. E é nesse amor que construímos o nosso lar, é essa a mensagem que lhes queremos dar, de amor, educação, fraternidade.
terça-feira, setembro 08, 2009
Comodismo do "Deixa Para lá"
Ando sempre a bulir. Isto é nunca paro quieto, nem deixo os problemas agravarem-se por inactividade minha. Por isso faz-me confusão que a outra metade da população de que não faço parte (ou se calhar mais de metade) ache que os problemas se resolvem sozinhos, ou pior, sabem que não se resolvem mas não fazem nada por isso.
Eu gosto de agarrar o touro pelos cornos. Prevejo um problema? Pelo menos tenha que minimizar o problema, se não o resolver. E é maior a probabilidade de solução quanto mais cedo o enfrentarmos.
Não entendo como há pessoas que sabem que vão ter um problema, sabem que ele vai acabar por o encontrar, e enterram a cabeça na areia à espera.
É um facto que alguns problemas se diluem com o tempo, e se estivermos quietinhos ele acaba por perder importância. Certo. É também um facto, que agir de cabeça quente raramente resolve as coisas. Certo também. É preciso cabeça fria e racional para se conseguir aumentar a taxa de sucesso na resolução de problemas. Mas deixar-me estar quieto à espera?! Não! Isso para mim não. Prefiro morrer a lutar e ainda assim morrer, do que me entregar ao executor. (na realidade morrer não é uma opção).
Claro que o resultado de tanto enfrentar o touro é um cansaço tremendo e muitas vezes um mau humor de fugir. Mas os problemas existem quer se lide com eles ou quer se tenha a atitude comodista do "deixa para lá". A diferença é que eu os apanho mais pequeninos e não os deixo crescer. Por outro lado meto-me em muito mais coisas e por isso sou bombardeado por muitos mais lados com problemas. Mas eu aguento, venham eles que eu cá estou de mangas arregaçadas e punhos fechados. Venham!
Eu gosto de agarrar o touro pelos cornos. Prevejo um problema? Pelo menos tenha que minimizar o problema, se não o resolver. E é maior a probabilidade de solução quanto mais cedo o enfrentarmos.
Não entendo como há pessoas que sabem que vão ter um problema, sabem que ele vai acabar por o encontrar, e enterram a cabeça na areia à espera.
É um facto que alguns problemas se diluem com o tempo, e se estivermos quietinhos ele acaba por perder importância. Certo. É também um facto, que agir de cabeça quente raramente resolve as coisas. Certo também. É preciso cabeça fria e racional para se conseguir aumentar a taxa de sucesso na resolução de problemas. Mas deixar-me estar quieto à espera?! Não! Isso para mim não. Prefiro morrer a lutar e ainda assim morrer, do que me entregar ao executor. (na realidade morrer não é uma opção).
Claro que o resultado de tanto enfrentar o touro é um cansaço tremendo e muitas vezes um mau humor de fugir. Mas os problemas existem quer se lide com eles ou quer se tenha a atitude comodista do "deixa para lá". A diferença é que eu os apanho mais pequeninos e não os deixo crescer. Por outro lado meto-me em muito mais coisas e por isso sou bombardeado por muitos mais lados com problemas. Mas eu aguento, venham eles que eu cá estou de mangas arregaçadas e punhos fechados. Venham!
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